Teste a The Chronicles of Riddick: Assault on dark Athena

Review aThe Chronicles of Riddick: Assault on dark Athena.

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Do outro lado, uma voz, ameaçada pelo timbre grave, sussurra: “They say hope begins in the dark, but most just flail around in the blackness. Searching for their destiny… The darkness for me is where I shine”.

Riddick levanta-se e, à sua frente, o oceano também…

Sem tempo para grandes introduções, “The Chronicles of Riddick: Assault on dark Athena” dá, desde logo, a conhecer um aprimorado cuidado na caracterização e nas performances vocais dos actores. Dois aspectos que se sobressaem facilmente no First-Person-Shooter (FPS – 1ª pessoa). Convincentemente, as animações faciais carregam emoções e a sincronização dos lábios adequa-se às boas performances vocais. Os actores estão de parabéns por darem uma extrema sensação de vida às personagens. De todos os actores, talvez Vin Diesel, como Riddick, seja o que apresenta um trabalho menos imerso, e o facto da sua personagem ter trejeitos frios não serve de desculpa. Irónico pensar que isto acontece no jogo em que o actor nova-iorquino é o protagonista-mor.

De salientar que esta não é a primeira vez que o actor Vin Diesel encarna Riddick, já o havia feito nos filmes “Pitch Black” e “The Chronicles of Riddick”. Dentro dos videojogos, “Escape from Butcher Bay” havia dado a conhecer, em 2004, a série de ficção científica aos jogadores de Xbox. Assault on Dark Athena apresenta, para além de uma remasterização de Escape from Butcher Bay (prequela aos filmes que vem incluída no jogo), uma expansão, com cerca de oito horas de duração, atenta às melhorias técnicas das novas consolas. A história de Assault on dark Athena prossegue os acontecimentos de Escape from Butcher Bay. A nave que transporta Riddick foi capturada pela gigantesca nave espacial, onde decorre grande parte da acção e que também dá nome ao título: Dark Athena. Como temido serial killer, Riddick aproveita a obscuridade para se resguardar. Por entre os inúmeros corredores, onde a escuridão reina, Riddick terá do seu lado a capacidade de ver no escuro como a principal aliada (ganha em Butcher Bay) para fugir da nave, assassinar malfeitores e libertar outros reféns. Parece mais um dia na agitada vida de Riddick, não?

No fundo, sabemos que a história é apenas um motivo para Riddick voltar a atacar furtivamente. Durante as primeiras horas de jogo, Assault on Dark Athena foca-se na acção corpo-a-corpo, oferecendo ambientes em tons sombrios propícios para Riddick surpreender, qual Sam Fisher, os inimigos. Estes são, na maior parte do tempo, drones. Lentos, não obrigam o jogador a ter grande atenção com os tempos de ataque. Mas para compensar, possuem machine guns incorporadas nos braços que podem ser usadas por…Riddick. Uma vez aniquilados, Riddick pode servir-se das armas dos drones. Uma das poucas boas adicções no armamento. Talvez a arma SCAR seja a excepção à regra. A arma SCAR permite atirar explosivos que só detonam na presença de alguma personagem próxima.

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Assault on dark Athena privilegia os momentos furtivos. Os mais impacientes poderão ficar desagradados com a opção da produtora Starbreeze. O ritmo de acção é lento e obrigado o jogador a usar a escuridão a seu favor. O jogador pensa no próximo caminho a seguir, e se este estiver a ser vigiado por algum inimigo, o jogador deve colocar-se atrás dele e aí sim os vários ataques fatais de Riddick convidam a momentos de acção mais brutais. Basta um movimento para vermos o inimigo agarrado ao pescoço ensanguentado. Os combates corpo-a-corpo encorajam o jogador. O mesmo não pode ser dito dos momentos de tiroteio. Nada satisfatórios, porque não há um verdadeiro sentido de termos atirado. A fraca detecção de colisão, já não para não falar na ausência de danos localizados, assume as culpas de tal sensação. Outro aspecto frustrante do jogo reside na precisão sobre-humana dos inimigos. Mais para a frente, é quase impossível escapar ileso dos tiroteios. Agora imaginem o transtorno que isto não causa quando estamos cercados por três ou quatro inimigos?!

O cenário fica ainda mais negro (sim!), com a parca presença de utensílios para revitalizar Riddick de todos estes ataques. Nada como a antiquada sensação de voltar a percorrer os mesmos cenários (backtracking)…

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Como já devem ter percebido, à medida que progredimos no jogo, as acções de shooter sobrepõem-se às de stealth. Riddick sai das sombras para encarar um fórmula mais similar aos adeptos de FPS´s. Algo que acaba por não lhe favorecer, pois cai na tentação de se tornar banal, algo que não tinha acontecido até então. As acções furtivas e a constante interacção com as personagens não-jogáveis (NPC´s) ajudavam Riddick a escapar dos confins da banalidade…

Assault on dark Athena faz uso do mesmo motor gráfico de The Darkness, não fosse a produtora (Starbreeze) a mesma para os dois títulos. Uma suspeita frase de Riddick, ainda no começo da aventura, lembrou o FPS de 2007 – “Embrace the darkness”.

Visualmente já destaquei as animações faciais e a caracterização, mas os efeitos de luz não deixam ninguém indiferente. Tendo em conta a escuridão que alimenta a aventura, muito se esperava da combinação entre cenários mais iluminados e escuros. Descansem, porque essa característica foi muito bem implementada. Quanto a Escape from Butcher Bay, o visual acusa a idade mesmo depois de uma “limpeza gráfica”.

Aquando do lançamento, Escape from Butcher Bay foi criticado pela falta de suporte multiplayer. A Starbreeze respondeu às críticas dos fãs, introduzindo os já estandardizados modos Deathmatch e Capture the Flag. Para fugir do panorama habitual, temos o modo Pitch Black que se destaca ao deixar um jogador assumir a posição de Riddick e os restantes, bem equipados, no papel de perseguidores. Contudo, os modos multiplayer falham na missão de estender a longevidade do jogo e desviar o jogador do “seu” shooter online.

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Para finalizar, adeptos do original poderão sentir-se desiludidos com o fraco impacto desta iteração. Escape from the Butchers Bay, com certeza, merece uma segunda visita, para quem já o jogou, e uma estreia para quem não conhecia o original que afastou qualquer estigma relacionado com as adaptações cinematográficas. The Chronicles of Riddick: Assault on dark Athena comporta-se como o original. Combina os momentos de furtividade com outros, menos satisfatórios, de acção pura e dura. Inglório esforço para fazer este título sobressair das sombras.

Na introdução de Assault on dark Athena, Riddick levanta-se e admira o imenso mar à sua frente, desconhecendo que o seu destino está mais perto do que julga… The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena é apenas uma gota e é como se aquele mar, repleto de ondas mais fortes, o tivesse engolido…

Gráficos-» 8
Jogabilidade-» 7,5
Som-» 8,5
Longevidade-» 7

Total-» 7,5

Nuno Pinho.

~ por The Inner em Maio 20, 2009.

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